As autoridades britânicas de imigração são exigentes ao analisar as circunstâncias de chegada de passageiros nos aeroportos e outros portos de entrada no país. A preocupação britânica está relacionada com o aumento do número de estrangeiros que vêm ao país com a intenção de ficar e "tentar a vida" sem a necessária autorização de trabalho. É matéria de política interna. O problema tem-se verificado nos aeroportos quando cidadãos estrangeiros, inclusive brasileiros, são impedidos de entrar em território britânico e obrigados a retornar no primeiro vôo disponível para seu ponto de partida. A situação é desagradável, frusta um plano de vida, um passeio, uma visita a amigos, pois a restrição à entrada não se resume aos motivos da visita ao Reino Unido. A avaliação sobre quem deve entrar ou não segue um ritual de perguntas e respostas em que o visitante tem de "convencer" o agente de imigração dos objetivos de sua visita. Qualquer contradição nas respostas dá margem a verificações cada vez mais aprofundadas. Os agentes da imigração costumam ser polidos e impessoais. O que é importante é não perder a calma e fornecer todas as informações de boa fé, verdadeiras, trazendo consigo: [a] a passagem de saída do território inglês com data marcada, [b] recursos suficientes para se manter durante o período, [c] um cartão de crédito com validade internacional, [d] endereço e telefone de onde se hospedará, [e] alguma prova de vinculação de trabalho ou estudo no Brasil que ajude o agente de imigração entender que seu retorno é garantido pelo interesse em não modificar esse vínculo, etc. Caso sejam ainda assim retidos com retorno à origem anunciado, não cabe qualquer exasperação. Embora os locais de espera não sejam os mais confortáveis, devem ser entendidos como um momento de passagem. Há que solicitar aos agentes britânicos o que desejem, um médico, um medicamento, alimentação, inclusive se for o caso um telefone para comunicar-se. O Consulado-Geral do Brasil está atento a esses fatos e pode atuar em emergências para resolver certos problemas pessoais de quem espera o retorno, mas não tem ingerência na decisão dos agentes de imigração que obedecem ordens dadas segundo normas ou leis de seu país. A ação do Consulado-Geral em Londres não tem alcance para liberar o passageiro e conseguir sua entrada em território britânico. O Reino Unido, como qualquer outro país, inclusive o Brasil, tem o direito de admitir ou recusar passageiros que desejem entrar em seu território. É um direito de soberania que não será mudado em muitos anos a vir. O Consulado Geral do Brasil em Londres não tem qualquer responsabilidade quanto à concessão de vistos ou às condições de entrada de cidadãos brasileiros no Reino Unido a qualquer título. Para bem informar entretanto, esta %u201CHome Page%u201D incluiu o endereço de um %u201Cwebsite%u201D que esclarece a questão para possíveis interessados: https://www.visainfoservices.com/Pages/Content.aspx?tag=Welcome_Page&language=6
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